Destaques

WORKSHOP APDPK-Promoção e Proteção da Saúde na Doença de Parkinson

 
Sexta, 27 Julho 2012 16:49

A APDPk reconhece que Educação para a Saúde é a melhor forma de aprendam a viver com a doença de Parkinson, promovendo a saúde e combatendo a ansiedade causada pelo ausência de conhecimento.
 
 

O reconhecimento desta situação levou à criação do projecto ABC – Promoção e Protecção de Saúde na Doença de Parkinson. O projecto engloba o desenvolvimento de vários workshops teórico-práticos de 2h mínimo solidamente suportados com evidência científica e baseados na efectividade das melhores práticas actuais.

A criação deste campus pedagógico visa capacitar doentes, cuidadores e familiares para o desenvolvimento de recursos individuais e/ou colectivos, com vista à obtenção de melhores níveis de bem-estar, de funcionalidade ou de qualidade de vida, bem como aumentar a capacidade de decisão e gestão da saúde e doença.

Ajudará assim a aumentarem a sua capacidade de controlar os factores determinantes da saúde, no sentido de a melhorar ou manter . Selecione o workhop pretendido e inscreva-se.


Workshops teórico- práticos disponíveis na sede da APDPk:


Aspectos gerais da doença: O que é a doença de Parkinson?


O que é que eu posso e devo fazer para contrariar o agravamento da doença?


O que é uma emergência em Parkinson e como actuar?


Como posso lidar com dificuldades com:


-Marcha?

-equilíbrio, quedas e bloqueios na marcha?


Como posso lidar com dificuldades com:

- mobilidade na cama?


- transferências e levantar de locais diferentes?

- higiene e vestir? Como posso lidar com dificuldades com:

- fala, saliva, mastigar e engolir?

- tarefas na alimentação?


Mediante a inscrição de 8 pessoas nos respectivos workshops, será contactado com a informação adicional do local e hora.

Contatos: T-213850041


 

 

Terapia da Fala Especializada

 
Quinta, 20 Novembro 2008 19:16

Alterações da Comunicação na Pessoa com Doença de Parkinson

 

As alterações da comunicação na pessoa com DP são múltiplas e variam em função da gravidade e da fase de evolução da doença, bem como dos procedimentos médicos e cirúrgicos a que o doente adere. Estas alterações são responsáveis por limitações significativas na qualidade de vida do doente e da sua família, podendo afectar seriamente a vida social e emocional de ambos.

Na pessoa com DP os mesmos sintomas físicos que ocorrem para os membros - redução/lentidão nos movimentos, rigidez, tremor, etc., - podem também ocorrer nos sistemas da fala e da mastigação/deglutição.

Os sintomas que se observam no sistema da fala da pessoa com DP são classificados de disartria (perturbação da fala devido a deficiente controlo motor de causa neurológica) e hipocinética (redução de movimento).  A disartria da doença Parkinson afecta a coordenação e movimento dos músculos usados na respiração, na fonação (produção da voz), na ressonância (amplificação da voz) e na articulação verbal (clareza dos sons da fala). As alterações na voz estão fortemente relacionadas com as alterações no sistema respiratório.

Uma vez que alguns dos músculos utilizados na fala são os mesmos utilizados na mastigação e deglutição, estas funções podem também estar comprometidas, alteração a que se dá o nome de disfagia.

Para qualquer das situações referidas, é actualmente indiscutível que, após o diagnóstico, que se pretende precoce, a intervenção deverá ser igualmente precoce. Se a pessoa não apresenta sintomas a nível da comunicação e da deglutição, a intervenção é dirigida para a manutenção das funções o maior tempo possível (com a melhor qualidade possível) e para a detecção precoce e prevenção dos sintomas. Se os sintomas já são evidentes, a intervenção incidirá sobre eles e na prevenção de problemas mais sérios.

 

Cuidados

 
Segunda, 24 Novembro 2008 02:49
  • Neuroreabilitação
  • Neurofisioterapia
  • Nutrição
  • Terapia da Fala
 

Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson

 
Sexta, 27 Julho 2012 00:00

A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson constitui-se oficialmente por escritura pública de 14/04/1984, prevendo na altura que os corpos gerentes fossem preenchidos exclusivamente por pessoas portadores da doença.
Em 1998 foram aprovadas alterações aos Estatutos, que permitiram a integração de pessoas sem a doença de Parkinson nos corpos gerentes.

Foi, ainda, nessa ocasião criado o Conselho Científico, presidido pelo Professor Doutor Castro Caldas, que integra um grupo de médicos neurologistas de Lisboa, Porto e Coimbra.

Como sinal da importância do seu papel, a APDPk foi oficialmente reconhecida como IPSS em 07/07/1999, e aceite como membro da EPDA – European Parkinson’s Disease Association e da WPDA – World Parkinson’s Disease Association.

Entretanto cresceu, instalou-se em sede própria inaugurada em 18/06/2004, arrendada pela Câmara Municipal de Lisboa, e foram aumentando o número de Delegações regionais, que neste momento cobrem boa parte do país, para intervir com maior proximidade junto dos doentes e suas famílias, e que promovem todos os anos centenas de atividades.

Recursos e apoios


Num universo que se estima haver 20 mil doentes em Portugal, contamos atualmente com cerca de 1.500 associados, cada um pagando uma quota anual de 25 euros. Como se compreende, sem apoios exteriores é impossível a APDPk cumprir cabalmente a sua missão humanitária, não só junto dos seus associados, mas igualmente de todos os outros atingidos pela doença e seus acompanhantes.

Assim, diversos apoios têm sido conseguidos: donativos concedidos por algumas empresas; diversas empresas da indústria farmacêutica têm vindo a dar apoios diversificados, como subsídios, materiais de divulgação sobre a doença de Parkinson e ajuda na organização de eventos; a Direção Geral da Saúde tem concedido alguns subsídios para determinados projetos da Associação. Também tem havido um apoio inestimável de autarquias e de outras entidades, públicas e privadas, que um pouco por todo o país apoiam a Associação.

A comunicação social tem também, duma forma geral, dado cobertura às atividades da APDPk e colaborado na sua divulgação.

Intervenção da APDPk

A atuação da APDPk pauta-se por duas conceções de princípios básicas: 1) a Associação existe pelos doentes de Parkinson e para os doentes de Parkinson; 2) como corolário da primeira, o critério de ação da APDPk é o da utilidade em relação aos associados, atuais e futuros.É neste sentido que a Direção desenvolve as atividades da Associação, baseadas nos seguintes pontos fundamentais:


  • Defesa dos legítimos interesses dos doentes de Parkinson em Portugal, junto de organizações oficiais e poderes públicos;

  • Divulgação da Associação e fomento de novas adesões através, por exemplo, da edição da revista «Parkinson», folhetos e cartazes;

  • Divulgação de informação sobre a doença e as formas de superar as dificuldades, contribuindo para a mudança de atitude em relação à doença de Parkinson, tanto das pessoas portadoras como do público em geral;

  • Aconselhamento individual presencial, por telefone eonlinepor meio de pessoal especializado;

  • Assistência domiciliária (visitas e fisioterapia) aos membros mais necessitados;

  • Promoção de encontros de associados, como meio de gerar entreajuda e convívio, organização de atividades lúdico-terapeuto-culturais (visitas de estudo, sessões de psicoterapia, dança, etc.);

  • Organização de cursos e eventos para cuidadores de doentes e voluntários, fóruns com médicos e técnicos de saúde, em que são apresentados e discutidos temas relacionados com as terapias de Parkinson, e ações de sensibilização da sociedade;

  • Celebração do dia 11 de abril – Dia Mundial da Doença de Parkinson (dia do nascimento em 1755 do Dr. James Parkinson, médico inglês que em 1817 e pela primeira vez identificou e descreveu os sintomas da doença, a qual, por esse motivo, viria a ter o seu nome);

  • Produção de uma revista informativa, onde se veicula toda a informação e formação sobre a doença de Parkinson, destinada aos doentes e seus familiares, e se noticiam os eventos da vida da Associação;

  • Criação de Delegações da Associação por todo o território nacional;

  • Conferir às sedes o caráter de local de trabalho, de convívio e de apoio ao doente de Parkinson e seus familiares, com acesso a serviços de saúde especializados (exemplos: neurofisioterapia, terapia da fala, psicologia, etc.).


Apoio à pessoa com Parkinson

A APDPk, em todas as suas atividades, procura ter presente que a pessoa com Parkinson, ao ver-se limitada nas suas capacidades funcionais, como limitações na marcha e comunicação, tende a isolar-se e a entrar numa espiral de inatividade que agrava a sua condição.


É, por isso, preciso ajudá-la a maximizar a sua autonomia e independência perante a sua nova situação e levar os outros com quem está em contato a encarar com naturalidade, bom senso e inteligência aquilo que parece não ter remédio. Isso consegue-se, por um lado inculcando nos doentes o lema «diga não ao isolamento» e, por outro, divulgando as estratégias para combater e minimizar a incapacidade inerente à doença.

Para as pessoas com Parkinson é muito importante manter a sua participação em atividades que lhes tragam prazer. Há que continuar a mudança cultural, para conseguir uma sociedade na qual a pessoa com Parkinson possa melhorar a sua qualidade de vida, de acordo com os seus desejos e gostos. Ela tem de ter a possibilidade de tomar iniciativas, em vez de ser um mero agente passivo.

A melhoria da qualidade de vida da pessoa com Parkinson depende não apenas dos medicamentos, mas também e muito da relação pessoal entre o doente e aqueles que o cercam, do apoio e aceitação que deles recebe.

A importância dos medicamentos na melhoria da qualidade de vida é indiscutível. Contudo, é preciso não esquecer a importância de outras abordagens terapêuticas, que complementam e reforçam a eficácia dos medicamentos, como seja a fisioterapia, a terapia de fala e o apoio psicológico.

O caminho a seguir aponta para a formação de profissionais competentes, trabalhando em conjunto, em equipa, com intercâmbio de informação e experiências, a quem a pessoa com Parkinson se possa dirigir para receber ajudas diversas.

Acredita-se que a progressão da doença pode muito bem ser retardada. Sabe-se atualmente que ter atividades físicas e sociais é um forte contributo para manter e prolongar a qualidade de vida e conservar durante mais tempo a capacidade de autonomia da pessoa com Parkinson.

Com o interesse cada vez maior pela doença de Parkinson, em boa parte fruto da ação desenvolvida pela APDPk, com o aprofundar das pesquisas e a descoberta de novos medicamentos, há um crescente otimismo em todos nós portugueses.

A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson sente que tem pela frente uma grande e importante caminhada, mas está confiante na solidariedade de todos os que estão envolvidos no projeto de criar condições para melhorar a qualidade de vida das pessoas com Parkinson.


Para alcançar esse desiderato contamos com todos!

Lisboa, Julho de 2012.

 

Ficha de Inscrição

 
Sexta, 27 Julho 2012 00:00
Caso se pretenda associar deve preencher a ficha de inscrição icon Ficha de Inscrição (46.5 kB) e proceder ao seu envio para o seguinte endereço de e-mail:

Na Ficha agradecemos o preenchimento dos campos obrigatórios

A Quota é Anual e têm o valor de 25€ minimo

O pagamento pode ser efectuado por cheque ou transfrência  bancária da Sede ou delgação:

 NIB 0007 0030 00052800018 37 - Sede Lisboa

NIB 0007.0000.00627271938.23 -Porto

NIB 0007.0000.00209691594.23 -Leiria
NIB 0007.0000.00019667236.23-Sotavento
NIB 0007 0000 00649678550.23-Barlavento

 solicitamos e agradecemos o envio de cópia da transferência para possibilitar um reconhecimento pelos nossos serviços de quem efectuou o pagamento.